quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Responsabilidade e Reciprocidade

Responsabilidade é a atitude, provinda do próprio indivíduo, de atribuir um comprometimento em qualquer âmbito, e assim, ainda sustentar uma resposta coerente que possa aniquilar possíveis equívocos. A origem da palavra responsabilidade remete a reversibilidade de ação: enquanto se atribui um comprometimento de boa fé, a reação é refletida no crescimento e desenvolvimento pessoal, existencial e profissional.

O ser humano que reconhece seus princípios é capaz de promover ao próprio íntimo uma amplitude de existência. Tais princípios incluem atitudes implícitas no caráter humano, dentre elas, a responsabilidade. Porém, só adquiri-se a maturidade de consciência no reconhecimento dos próprios atos, quando é compreendido o escopo primordial da vida. Sabe-se que é dever de qualquer indivíduo, independentemente de seus conceitos e ambições, atribuir uma atitude responsável para com o meio ambiente: quando bem intencionado e dentro das normas naturais, o retorno é positivo e satisfatório; quando tratado com irrelevância e desinteresse, há uma autodestruição por sabotar o meio fornecedor de componentes indispensáveis para a existência física e psicológica do ser humano.

O fato é que toda a ação produz efeitos, sendo eles coerentes com a intencionalidade atribuída em cada atitude. Não distancia a responsabilidade no âmbito social, o qual envolve o comprometimento em aspecto de contribuição no desenvolvimento do ser humano. A responsabilidade social não é simplesmente oferecer oportunidades sem propósitos de análises posteriores para obtenção de resultados. Responsabilidade social é dispor ao outro meios propícios para a capacitação e desenvolvimento individual do próprio potencial em qualquer aspecto. Quando temos comprometimento com o próximo, nos tornamos parte dele, portanto, é necessário o acompanhamento no processo dessa formação. Não se compara a uma atitude de assistencialismo, mas sim, de disseminação de conhecimento vasto de idéias e que na concepção de outrem, é vista como oportunidade de evolução pessoal, englobando o aspecto profissional e o existencial. Diante disso, observa-se uma reciprocidade de ação: a contribuição na formação do próximo que contribui para a formação do responsável. É como uma instituição que promove projetos de inclusão social à cultura, oferecendo meios em que possam desenvolver a capacidade cultural de uma sociedade com restrição a esse tipo de conhecimento e, assim, fomentar uma base educacional que permite o crescimento da instituição.

De fato, a responsabilidade torna-se parte da formação íntegra do ser humano educando-o à maneira de cumprir seus deveres para obter seus direitos e contribuindo na realização de ações coerentes à própria natureza, ignorando a possibilidade de alienação do escopo de vida por comodidade.

Não há responsabilidade sem obtenção de resultados recíprocos. A responsabilidade gera em si uma valorização do ser que se eleva a uma potência de grau máximo de realização, o que desperta no outro a vontade do ser para ter, influenciando a retribuição do assistido ao seu emissor. Portanto, a responsabilidade permite uma aproximação nas relações de tratamento mútuo que fomentam um mundo mais sustentável e humanamente íntegro.

(Redação Prêmio FOIL 2011)

domingo, 24 de outubro de 2010

desconheço

passa longe de mim.
é como uma tempestade que tem seu tempo para vir.
não tem como esperar, não tem como prever. Vem, sem pedir licença.
muda seu rumo, muda seus passos, muda seu destino.

É o seu destino...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Adolescência

A adolescência ignora qualquer padrão de comportamento coerente com a realidade. É a transição da irresponsabilidade, da inocência, dos risos sem motivo, das birras e choros em troco do doce mais bonito e gostoso da padaria; para a responsabilidade, a segurança, as imposições perante as situações do cotidiano.
É época de trocar a boneca de pano pela pilha de livros na escrivaninha. De chorar por muito e rir por pouco. É época de ter medo do desconhecido, mas não deixar de se arriscar. De se apaixonar e acreditar que é pra sempre. É época de passar horas rindo com os amigos, mas ter que terminar o dever de casa à tempo. É a época onde as contradições permeiam milhões de mentes sem serem notadas e é isso que faz com que a adolescência seja a melhor fase da vida.

(Trecho de pensamento - trabalho para psicóloga)

sábado, 4 de setembro de 2010

Setembro


É primavera. Tem flores, tem cheio de início de verão, tem cheiro de amigos na varanda, conversando, tomando cerveja, fumando cigarros, rindo à toa através do pôr-do-sol. Tem cheiro de morangos que de tão doces, nos arrancam uma careta de amargura. É tempo de tarde clara, de ventos que embaraçam os cabelos, de noites ouvindo música no quintal, sem ter hora pra acabar.
É tempo de corridas até o parque, de paisagens nunca vistas antes, de pic-nic no gramado mais verde que puder encontrar. É tempo de mudar, de se vestir diferente, de se entregar completamente; de ler um bom livro, ou talvez, de sair com os amigos e dançar até que os tornozelos doam e os pés não suportem mais o corpo. É tempo de respirar, fechar os olhos e perceber que falta pouco para que mais uma translação terrestre chegue ao fim e recomece tudo, novamente, do zero.
É tempo presente, é tempo intenso, é tempo bom, é tempo do tempo.
Eu gosto desse doce setembro.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

aos meus amigos, com amor.

Vocês são estranhos, vocês são malucos, vocês são incríveis.
Poderia jogar palavras alheias para descrevê-los, mas pra mim, vocês valem mais que mil palavras, vocês são indescritíveis, inexplicáveis. Vocês valem todas as lágrimas de saudade, valem todos momentos intensamente vividos, valem todas as músicas que acalmam minha alma, valem todas as cores que colorem o desenho da minha vida. Vocês são inigualáveis, são todos os adjetivos bons, são todas as palavras mais bonitas, são todas as gargalhadas mais sinceras.
Tenho poucos, hoje tenho poucos de vocês. Muitos passaram, muitos deixaram saudades, mas só os bons ficaram, os que eu posso contar nos dedos, os que eu posso contar pra vida toda. Não preciso de mais nada, somente vocês.
Eu quero mais filmes debaixo dos cobertores, quero mais pizzas todas as noites, quero mais madrugadas sem fim, quero mais churrascos sem carne, mais bebidas inventadas, mais bilhetinhos no mural, mais violão e voz e vocês.
Digo que gosto, gosto muito, mas na verdade, quero dizer que admiro, que adoro, que idolátro.. vocês são os melhores, vocês são os mais divertidos, os mais engraçados...
Se eu pudesse, guardaria todos vocês no potinho do meu coração. Os deixaria tão confortáveis para que nunca ousássem sair.

Vocês me entendem, vocês sabem disso.

sábado, 7 de agosto de 2010

Passagem

"Sou perfeito, alegre e forte
Tenho amor e muita sorte
Sou feliz e inteligente
Vivo positivamente
Tenho paz, sou um sucesso
Tenho tudo o que eu peço
Acredito firmemente
no poder da minha mente
Porque é Deus no meu subconsciente..."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Inconsciente

Parece que hoje acordei com vontade de escrever, ler, escrever, ler. Mas ler, escrever coisas boas e que me fazem bem. Tipo? Pensamentos aleatórios da vida. Eu? Você? Não, não existe 'você'. O 'você' é uma incógnita pra mim. Hoje eu sou eu (ainda sou eu). Calma, penso em mim, pensando no que pensa de mim. Ê, mas isso tá muito confuso! Tá, descobri: eu penso em mim querendo que você também pense em mim. Pronto, cheguei à um acordo. Agora posso começar.

Será que me olha? Será que me procura? Será que me nota?

Eu quero é desvendar seu mistério, prever o que é imprevisível nesse seu jeito cativante. Me olha, me procura, me nota. É o que passa nos meus vagos pensamentos antes de mergulhar nos meus sonhos. Profundos sonhos em que não aparecem 'você'.

Está tão distante assim?

Quero ver meus olhos através dos seus. Quero sentir meu perfume no seu pescoço depois daquele abraço infinito. Quero tornar real o que não passa de um sonho. Que sonho? Esse, o de imaginar 'você' comigo.

Você, você, você. Quem é você que mexe com meus desejos e minhas vontades. Que estampa o melhor sorriso no meu rosto. Que me deixa bem comigo mesma. Quem é 'você'? Eu quero descobrir; eu quero encontrar, porque 'você', ah.. 'você' me tira do sério!

...


[Bem que eu queria encontrar a metade que me falta]

domingo, 25 de julho de 2010

Meu ser

Me perdoem se minhas palavras não fizerem tanto sentido, mas creio que quando estamos felizes com nós mesmos, qualquer linha de raciocínio se faz coerente.
Minha alma grita, mas um grito de felicidade. Meu corpo e minha mente estão ligados, estão tão unidos que é difícil acreditar em outro mundo a não ser o seu próprio mundo. Viver: que palavra incrível e de tamanha imensidão. Eu aprendi que viver não é apenas existir, não é apenas estar presente nos momentos, não é apenas sorrir e achar que está feliz... viver é se entregar, é se doar de corpo e alma, é se enxergar bem, é conseguir entender que a vida não é para ser disperdiçada e que cada momento aqui é MUITO precioso. Crescer: não fisicamente e sim, intelectualmente. Meu Deus, que delícia é aprender coisas novas; é deixar de ter medo, medo do desconhecido, do diferente, do novo. Eu quero, eu posso, eu conseguirei!
Que momento maravilhoso esse de se encontrar, de se aproveitar, de ser você mesmo. Não, ninguém me tira de mim mais. Esse é o MEU momento. Na verdade, todos os momentos, são MEUS momentos e deles eu faço com a maior sinceridade. Deus me concedeu esse corpo e essa alma pra fazer diferença no meu espaço. Eu não quero deixar isso se perder. Essa é minha essência. Eu sou feliz! Eu sou extremamente apaixonada pela minha vida, pelos meus amigos, pelos meus pais, por meus livros, minhas músicas, meu sorriso, minha risada, minha dança... eu sou apaixonada por meus momentos e cada um deles tem sua importância. Não sou um pedaço de carne humana que vaga por aí, eu sou EU, um ser único, aquele que modifica o ambiente, que externa a essencia do ser, que não tem vergonha de nada que é naturalmente humano. Eu gosto dessa verdade, dessa gritaria interna. É tão bom, é tão motivador, é tão empolgante.
Eu quero abraçar o mundo! Eu quero rir da minha risada, eu quero dançar a minha dançar, eu quero ouvir a minha música, eu quero ler o meu livro, eu quero curtir os meus amigos, os meus pais, a minha vida. Eu quero ser!
Como diz a música: "Viver é melhor que sonhar"... é, é melhor. Mas sonhar, também, é viver, se você se fizer valer disso. Sonhe! Viva esse sonho. Não o deixe ficar somente no seu subconsciente. VIVA!
Eu vivo! E... aconteça o que acontecer, eu continuarei respirando!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre."
(Bob Marley)

Certas coisas aparecem no momento exato.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O inverno do coração

" Certo dia, você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão espiritual se foram. Você ora, mas nada acontece. Repreende o Diabo, mas isso não muda nada. Faz exercícios espirituais [...], seus amigos oram por você [...], você confessa todo pecado que consegue imaginar e então sai por aí pedindo perdão a todos que conhece. Você jejua [...] e nada ainda. Então começa a se perguntar quanto tempo essa escuridão espiritual irá durar. Dias? Semanas? Meses? Será que ela vai acabar? [...] você tem a impressão de que suas orações simplesmente batem no teto e voltam. Em absoluto desespero, você grita: 'Qual é o meu problema?' "
(Floyd McClung)

"Vou para o Oriente, mas lá Ele não está. Vou para o Ocidente, e não consigo encontrá-Lo. Não o vejo no Norte, pois se esconde. Volto-me para o Sul, mas não consigo achá-Lo! Contudo Ele conhece o caminho por onde ando e, quando me puser à prova, como o ouro a passar pelo fogo, Ele me declarará inocente."
(Jó)

sábado, 10 de julho de 2010


Uma pausa pro chá.

Chá de hortelã
Chá de morango
Chá de camomila
Chá de erva doce
Chá mate
Chá verde
Chá.. apenas chá.

A bebida que acalma a alma.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Por que crescer? Um certo tempo atrás, era tudo tão mais fácil. Cometer erros era normal, estudar era somente um dia antes da prova, passar a tarde assistindo um filme era bom, se apaixonar era gostoso... Era! Parece que quando a nossa mentalidade amadurece e nossas rugas dão indícios, mesmo que poucos, começamos a perceber que nada disso tem aquele valor de antes. Hoje, estudar é obrigação de todos os dias e todas as horas; passar a tarde assistindo um filme é disperdício de tempo; cometer erros é inconcebível; se apaixonar, bom, se apaixonar é o mais difícil. Não se escolhe por quem se apaixonar. Muitas vezes a paixão é tão dolorosa quando a recíproca não é verdadeira. Se apaixonar era desenhar coraçõezinhos no caderno da escola; sorrir sem motivo; não desgrudar do celular; dar "bom dia" pro céu, pro Sol, pra Lua; era não se importar com as coisas ao redor; era esperar ansiosamente pelo momento do dia em que iriamos ver a pessoa que chamávamos de "a mais linda do mundo"; era acordar com mensagens sinceras e lindas, que fariam seu dia ser.....

(Desculpa, não é o momento exato pra concluir esse pensamento)

domingo, 4 de julho de 2010

Despertar

Acordei intensamente pensativa. Nada como levantar da cama num domingo de manhã, esperando a hora de mergulhar em livros e me abster do mundo. Por que? Bem, certas coisas que escutei não me pareceram muito convincentes. É como escrever uma redação oralmente e cometer certas incoerências na mudança de parágrafo. Uma hora eu choro, noutra eu rio (rio de lágrimas). Pensei no impossível, em algo inconcebível. Não há mais possibilidades de uma felicidade compartilhada. Egoísmo? Não é bem isso, é mais um... valor singular. É um egoísmo necessário, não para exterminar uma das partes e sim, para conturbar a mente de quem se sente ameaçado por ele (felizmente, o sábio usufrui dele para obter resultados satisfatórios). Agora me perguntam por que cheguei à essa conclusão, simples: quem sabe o que quer, não espera para fazer acontecer. É aí que percebo o quanto me desvalorizo ao, ainda, alimentar a incoerência alheia. `É dar moral pra quem não merece´. Na verdade, não é questão de merecimento, é questão de trabalhar com o raciocínio, fazer perceber. É que ainda me preocupo com a deturpação de pensamentos (não só meus). Há quem diga que ironia só é bem compreendida por mentes inteligentes. Se acha que foi um insulto, me desculpa, não compreendeu (leia de novo [ou não]).

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Divagação

(Análise)

"Noite escura da alma" de São João da Cruz

"Noite escura" não seria um pleonasmo? Bom, como as duas palavras tem o mesmo efeito de sentido, poderia ser o inverso delas. Exemplo: se ambas tem sentido positivo, juntas, transmitiriam um sentido negativo ou vice-versa. Pra mim, "noite escura" me remete à algo meio triste, que não aparece. Portanto, como cada palavra em si (ao meu ver) passa uma idéia de negatividade, as duas juntas, dão sentido positivo à frase.. do tipo: sua alma não está escura, não está escondida, não está triste.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sinto-me bem. Agora estou, mesmo, bem. Ah, como a vida é justa. Justa, sim. Nada acontece por acaso. Injustiça só é pra quem permite. Eu não permito mais. A cabeça dói. O corpo cansa. A mente burbulha pensamentos. Satura, não é? Pois me cansei, de verdade. [...]

(Sem mais)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Falling slowly
sing your melody
I´ll sing it mine"

(Música: Falling slowly - The Frames)

Momento

Um cobertor. Uma xícara de chá. Uma música. Uma folha de papel. Uma caneta. Um pensamento. Umas palavras. Uma pausa. Um gole de chá. Um sorriso. Mais um pensamento. Uma palavra. Um bocejo. Um cochilo. Um sonho. Um despertar. Um suspiro. Um momento bem vivido.

Ócio

Há dias que me permito à solidão.
Quero meu chá (sim, aquele de maçã e canela)
Quero meu livro (é, aquele de capa colorida na cabeceira da cama)
Quero minhas músicas (pode ser as daquele aparelho com a bateria escassa)
Posso me deitar? Hoje eu quero, somente, respirar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Redundância

Não estou cansada disso tudo, estou apenas pensando demasiadamente a respeito da notória falta de educação existente no mundo. Não consigo acreditar na desumanidade que vivemos. Pra quê essa diferença tão grande entre cada ser humano, se todos nós somos iguais? Não entendo porque é necessária a violência verbal para que tudo seja dividido, não seria mais fácil um diálogo coerente? Por que há disputas entre cada nação se todos nós somos a mesma massa humana composta da mesma maneira? Por que precisamos odiar uns por não falarem a mesma língua, se nós todos podemos aprender essa diferença e assim comunicarmos melhor? Por que é preciso um rei para comandar toda a sociedade? Será que nos unindo e trabalhando juntos para melhorar o que é preciso, não seria melhor?
Há tantas perguntas que me cabe fazer nesse mundo tão injusto. Não sei se devo me aliviar por ter a oportunidade de poder expor o que penso sem ser presa, ou morta. Ou se devo me decepcionar por saber que mesmo expondo o que penso, de nada vai adiantar por ser mais uma nesse mar de gente que deve muito para o rei e seus discípulos, sem poder reclamar de nada.
Mesmo assim continuo pensando que a melhor solução é ficar calada, vivendo como uma simples cidadã que não tem direito à opinião nesse mundo diferente.
Vamos continuar respirando a corrupção, inalando a poluição, nos calando diante de ordens incoerentes, absorvendo toda essa desigualdade sem limites e sem solução, e mesmo assim, ansiando um mundo menos transbordado de informações irrelevantes. É o que nós, meros seres humanos numerados e sem relevância social, devemos exercer. É inevitável, é o "correto".
Queria poder pelo menos ser notada por gritar tão alto essa descontentação. Mas enfim, quem sou eu para desorganizar o que já está "organizado".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Autobiografia

Sou a verdadeira essência do meu ser. Gosto daqueles momentos de solidão ininterrupta, gosto do meu bom chá, dos meus bons livros, das minhas boas idéias. Gosto do saudável, do fresco, do bem estar. Gosto do silêncio limpo e, também, das músicas que se expressam por mim. Gosto do detalhe, do colorido, do simples. Gosto de um bom bar com os amigos, gosto da bebida que acalma meu ser. Gosto da conversa, dos debates, dos bons amigos horas à fio. Gosto do surreal, do que não combina, do que chama atenção mesmo não aparente. Gosto do meu lápis, do meu caderno, da minha atenção. Gosto do impossível, das perguntas sem respostas. Gosto do diferente, não me interesso pelo normal, pelo comum; gosto do surpreendente. Gosto de rir alto quando estou feliz. Gosto de chorar até adormecer quando estou triste. Gosto de me alcançar quando me perco nos meus pensamentos. Gosto do sonho, mas vivo o real. Gosto do vermelho, mas prefiro o laranja. Gosto do moderno, mas prefiro o arcáico. Gosto da vontade, mas prefiro a satisfação imediata. Gosto da minha opnião, mas prefiro a sugestão. Quero crescer além do esperado, quero entender o inexplicável, quero poder ajudar os desesperados. Vou além da minha vontade, sou grande o suficiente pra absorver qualquer abordagem e aconselhar quem precisa. Sou diversão, mas também responsabilidade. Sou tranquilidade, mas também irritação. Sou amor, mas também paixão. Posso ser legal ou posso estar cansada. Posso lhe estender a mão ou posso ignorar-te. Posso ter coragem ou posso ser covarde. Posso sorrir ou posso chorar. Posso gostar ou posso odiar. "Depende de como e quando me vê passar."
Prefiro a alheia descrição do meu ser, assim posso até mesmo me compreender.